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 Refugiados sírios fazem fila para registro em Arsal, Líbano. Foto: ACNUR/M.Hofer


Refugiados sírios fazem fila para registro em Arsal, Líbano. Foto: ACNUR/M.Hofer

Rio de Janeiro, Brasil.- Execuções e mortes ilegais violam o direito internacional e podem constituir crimes de guerra, advertiu nesta quinta-feira (16) a chefe das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, aos grupos armados de oposição no país.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU no Brasil, no dia 16 de jeneiro.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) disse, em comunicado, que continua recebendo relatórios de execuções em massa de civis e combatentes capturados por grupos armados de oposição, especialmente pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), em Aleppo, Idlib e Raqqa.

Os documentos sugerem que inúmeras pessoas foram executadas em Idlib na primeira semana de janeiro. No dia 6, em Aleppo, três indivíduos que foram detidos pelo ISIL em sua base em Makhfar al-Saleheen foram encontrados mortos, algemados e vendados, com ferimentos de bala em suas cabeças. Apenas dois dias depois, mais corpos foram encontrados dentro de um hospital infantil, que servia como base para o ISIL, novamente algemados e vendados. Uma testemunha entrevistada pelo ACNUDH identificou pelo menos quatro ativistas de mídias locais entre os mortos, assim como combatentes capturados que eram filiados a diferentes grupos armados da oposição.

Pillay reiterou a todas as partes envolvidas no conflito que o Direito Internacional proíbe a violência contra a vida e a pessoa, o homicídio de todos os tipos, mutilação, tratamento cruel e tortura em qualquer momento e sob qualquer circunstância.

Os levantamentos mostram que grupos armados de oposição estão com um grande número de reféns, incluindo civis. A alta comissária alertou que “a tomada de reféns é proibida pelo Direito Internacional Humanitário e também pode constituir um crime de guerra”. Pillay reiterou seu apelo para que todos os reféns sejam tratados com humanidade e libertados imediatamente.

A chefe da ONU para os direitos humanos também pediu que “todas as partes no conflito respeitem estritamente suas obrigações sob a lei internacional e que se lembrem que todos os envolvidos em crimes serão responsabilizados”.

O conflito na Síria, que em breve entrará em seu quarto ano, deixa mais de 100 mil mortos e mais de 9 milhões de pessoas precisando de assistência humanitária.