Sudão do Sul  Desolocados recebem ajuda a ONU no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

Sudão do Sul
Desolocados recebem ajuda a ONU no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

Rio de Janeiro, Brasil.-Após chegar a áreas sitiadas, a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) alerta que o número de mortos em conflitos no país mais novo do mundo ultrapassa enormemente estimativas anteriores, que previram a morte de mil pessoas.

A missão informou neste domingo (12) que há indicações claras de que o número de vítimas é muito maior – em torno  de 10 mil. Apesar de membros da UNMISS continuarem acompanhando de perto a situação dos direitos humanos, entrevistando testemunhas e seguindo pistas, afirmam que “ainda não podemos estabelecer e verificar o número exato de vítimas”.

Indicações preliminares destas entrevistas e investigações em Bentiu e Malakal contêm alegações de atrocidades cometidas por parte das forças antigovernamentais contra civis e soldados que se renderam incluindo execuções sumárias, tortura, violência sexual e assassinato etnicamente segmentado”, disse a Missão em comunicado, condenando esses atos de violência e desprezo pela vida e dignidade humanas.

Devido à gravidade da situação, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou, na sexta-feira (10) o envio imediato do secretário-geral adjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ivan Simonovic, para o Sudão do Sul para analisar os casos de violações que teriam sido cometidos durante o conflito, que já deslocou mais de de 230 mil pessoas.

E preciso dizer que, a tradução em idioma português e a divulgação da informação foi feita pela ONU no Brasil.