• Terremoto no Haiti, 4 anos depois

 

Bois Pin. Foto: MINUSTAH/Louicius Micius Eugène

Bois Pin. Foto: MINUSTAH/Louicius Micius Eugène

Rio de Janeiro, Brasil.- Quatro anos após o terremoto que atingiu o Haiti e mergulhou o país em uma crise humanitária ainda mais profunda, as Nações Unidas continuam trabalhando no país em diversas frentes. Entre os mais de cem projetos de impacto rápido financiados pela Missão da ONU para a Estabilização no país (MINUSTAH), estão iniciativas para levar água potável a regiões de difícil acesso.

De acordo com nota divulgada no dia 9 de janeiro, em idioma português, pela ONU no Brasil, é um novo sistema de recolhimento e distribuição de água potável na cidade montanhosa de Bois Pin, na comuna de Lascahobas no Planalto Central, mudou o modo de viver da população.

Aqui era um inferno”, lembra a jovem moradora Nahomie Pierre. Antes do projeto, Pierre começava sua caminhada no meio da madrugada para levar água de volta para casa a tempo de mandar as crianças para a escola.

Inaugurado no segundo semestre do ano passado, o novo sistema tem ajudado a criar três fontes e abastecer cinco outras anteriormente construídas em cidades vizinhas. Também criou 2 mil metros lineares de tubulação para levar água para a comunidade.

É a primeira vez na história da cidade que os moradores têm acesso à água potável. Convencidos de que eles nunca mais voltarão a usar água de nascentes – muitas vezes contaminada por fezes de animais domésticos e seres humanos – alguns moradores se apresentaram como voluntários para formar um Comitê Gestor para sustentar o bom funcionamento do sistema.

Fiz um acordo com a empresa encarregada da execução do projeto para adquirir um conhecimento básico sobre canalização, o que me permite trabalhar na rede caso haja alguma falha primária [no sistema]“, diz Michelet, um dos membros do Comitê Gestor.

Já na Ile de la Tortue, região Noroeste do Haiti, pouco mais de 350 pessoas tiveram acesso à água potável por meio da construção de 11 grandes cisternas inauguradas no fim de 2013.

O fornecimento de água potável para a ilha e a melhora da segurança pública são prioridades para o desenvolvimento da Ile de la Tortue, que tem cerca de 45 mil habitantes”, explicou o vice-prefeito, Joseph-Liverdieu Dorceus.

Conhecida como o refúgio dos piratas, a ilha continua sendo um território distante que carece da presença do Estado. Até o momento, 775 cisternas foram construídas no local, mas nem toda a ilha tem acesso à água potável.

O projeto na Ile de la Tortue já recebeu 18 mil dólares da MINUSTAH, que além de ajudar a construir as cisternas, também aplicou cursos em atividades de curta duração para a população aprender sobre higiene e prevenção das doenças relacionadas à água, incluindo cólera.

A MINUSTAH contribuiu com 65 mil dólares para o projeto, que é uma iniciativa de duas organizações locais, a Coordenação de ações para a saúde e o desenvolvimento do Haiti e a Associação dos Produtores para o Desenvolvimento Agrícola Juampas Bois Pin.

O Haiti foi atingido por um terremoto de 7,3 graus na escala Richter em 12 de janeiro de 2010. Estima-se que 220 mil pessoas morreram, incluindo 102 funcionários das Nações Unidas – a maior perda já registrada em missão. Dentre as 21 vítimas brasileiras, o vice-representante especial do secretário-geral da ONU, Luiz Carlos da Costa. O tremor também provocou o deslocamento de cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Atividades dos trabalhadores das forças de paz

Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz 2013

As Nações Unidas celebram o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz em 29 de maio. Em 2013, a Organização destaca como eles se adaptam para superar novos desafios.

Esse esforço é destaque no vídeo trilíngue (português, inglês e espanhol) produzido no Haiti pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Milhares de brasileiros estão entre as cerca de 113 mil pessoas de 116 países que apoiam autoridades locais e esforços internacionais em 16 missões. O Brasil é um grande parceiro da ONU na manutenção da paz e tem desempenhado papel fundamental como líder militar na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) desde 2004.

Uma série de reportagens sobre a atuação de civis, incluindo voluntários, militares e policiais da ONU no país, também vai ao ar, ao longo desta quarta-feira (29) — acesse abaixo –, bem como 45 fotos que compõe uma galeria no perfil da ONU Brasil no Facebook (clique aqui para acessar).

Ainda será possível acompanhar algumas dessas histórias pela Rádio ONU em português. Acesse também abaixo versões do vídeo em espanhol e em inglês.