Porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville. Foto: ONU

Porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville. Foto: ONU

Rio de Janeiro, Brasil.- O uso desproporcional da força por policiais contra manifestantes no Camboja colocou em alerta o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH). Nesta terça-feira (7), o escritório afirmou estar seriamente preocupado com a situação do país. A agência pediu moderação às autoridades.

Cabe assinalar que, a informação foi traduzida e divulgada pela ONU no Brasil, o 07 de janeiro.

Cinco pessoas foram mortas na última sexta-feira, quando forças de segurança abriram fogo contra a multidão. Outras 20 ficaram feridas por tiros e espancamento.

De acordo com o Código de Conduta da ONU para funcionários encarregados de fazer cumprir a lei e os Princípios Básicos sobre o emprego da forca e das armas de fogo, o policiamento de manifestações deve respeitar a todo momento as obrigações dos direitos humanos internacionais e os padrões internacionais de manutenção da ordem pública.

O ACNUDH também pediu que as autoridades iniciem uma rápida e profunda investigação e garantam a responsabilização dos que usaram a força excessiva e desproporcionalmente.

Notamos os desafios enfrentados pelas autoridades na manutenção da ordem pública e nos juntamos ao relator especial sobre a situação dos direitos humanos no Camboja, Surya Subedi, no apelo para que todos os manifestantes exercitem a máxima moderação. No entanto, atos esporádicos de violência durante aglomerações públicas não devem ser usados como desculpa para privar os outros do direito à liberdade de reunião pacífica, um direito que deve ser protegido e promovido pelas autoridades”, registra o comunicado da agência.

Permanecem desconhecidos os paradeiros de 23 pessoas, incluindo pelo menos um menor de 18 anos, que foram detidas na sequência dos confrontos em 2 e 3 de janeiro. “Pedimos às autoridades cambojanas que permitam que todos aqueles mantidos incomunicáveis tenham acesso às suas famílias, à representação legal e, se necessário, à assistência médica. Se não forem acusados de um crime legalmente definido, eles devem ser liberados imediatamente”, afirma o ACNUDH.

De acordo com a imprensa, há mais de duas semanas os cidadãos tomaram as ruas para protestar contra o governo, acusado de fraudar as últimas eleições.