Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: UNESCO/Danica Bijeljac

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: UNESCO/Danica Bijeljac

Rio de Janeiro, Brasil.- A morte de dois jornalistas na Líbia – Radwan Gharyani de 44 anos e Saleh Haifyana – foi condenada pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, que também manifestou preocupação pela falta de segurança com que estes profissionais trabalham no país.

Eu condeno a morte de Radwan Gharyani e Saleh Haifyana (…) e estou profundamente preocupada com o fato de trabalhadores da mídia serem um alvo na Líbia”, afirmou a diretora-geral.

Bokova aproveitou ainda para lembrar que “o pluralismo e a liberdade de expressão devem ser protegidos” e apelou para que “as autoridades utilizem todo o seu poder para levar os culpados pelos ataques à justiça”.

Radwan Gharyani foi baleado por um atirador ainda não identificado em Trípoli, capital da Líbia. Era dono da rádio Tripoli FM, que transmite maioritariamente música ocidental.

Saleh Haifyana, fotógrafo da agência de notícias Fassato, foi assassinado, juntamente com 40 civis, no dia 15 de novembro quando um protesto pacífico ocorria em frente à sede de uma organização miliciana.

Na ocasião, vários jornalistas ficaram feridos quando membros da milícia atiraram contra os manifestantes. Essas duas mortes fazem subir para três o número de jornalistas mortos no país.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida em português e divulgada com data 10 de dezembro pela ONU no Brasil.