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Angelina Jolie, conversa com refugiados sírios na Jordânia. Foto: ACNUR

Rio de Janeiro, Brasil.- A pesquisa feita pelo ACNUR detalha uma dolorosa vida de isolamento, exclusão e insegurança para muitas das crianças refugiadas. Entre as crianças entrevistadas, 29% disseram que saem de casa uma vez por semana ou menos. O que elas chamam de casa é, geralmente, um apartamento abarrotado de moradores, um abrigo improvisado ou uma tenda.

O relatório mostra que há mais crianças sírias refugiadas fora do que dentro da escola. Mais de metade das crianças vivendo na Jordânia não estão indo à escola. No Líbano, estima-se que mais de 200 mil crianças em idade escolar permanecerão fora da escola até o final deste ano.

Outro sintoma preocupante da crise é o grande número de crianças nascidas no exílio, sem certidões de nascimento — um documento essencial na luta contra a apátrida.

Dados do ACNUR sobre certidão de nascimento no Líbano indicam que 77% das 781 crianças refugiadas pesquisadas não tinham o documento. Entre janeiro e meados de outubro deste ano, apenas 68 certidões de nascimento foram expedidas no campo de Za’atri.

Existem cerca de 1,1 milhão de crianças sírias refugiadas, a maioria vivendo em países vizinhos. Enfatizando que “esta marca vergonhosa do conflito deve gerar mais que notícias”, Guterres e Angelina Jolie pedem apoio aos países vizinhos da Síria para que possam manter suas fronteiras abertas, oferecer serviços e ajudar as comunidades que acolhem refugiados fora dos campos.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida em idioma português e divulgada no dia 29 de novembro pela ONU Brasil.