Alimentação é prioridade para o pais

 

Diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin, ajudando a distribuir alimentos em um centro de evacuação em Tacloban, nas Filipinas. Foto: PMA/ Marco Frattini

Diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin, ajudando a distribuir alimentos em um centro de evacuação em Tacloban, nas Filipinas. Foto: PMA/ Marco Frattini

Rio de Janeiro, Brasil.- A ONU está reunindo aviões, balsas e caminhões para ampliar sua assistência emergencial às vítimas do tufão Haiyan, nas Filipinas. Quase três semanas após a tragédia que matou mais de 5.230 pessoas e afetou outras 13 milhões, a alimentação ainda é prioridade.

Houve um progresso significativo no fornecimento de material para primeiros socorros e nós continuamos ampliando o alcance geográfico das operações para que possamos chegar a moradores de ilhas distantes”, disse o diretor do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para o país, Praveen Agrawal.

Desde 13 de novembro, o PMA já enviou mais de 4 mil toneladas de arroz e 127 toneladas de biscoitos altamente energéticos para que sejam distribuídos pelos parceiros da agência. Ele está trabalhando em estreita colaboração com o governo, que já distribuiu mais de 1,3 milhão de pacotes de arroz em tamanho família.

Arroz e biscoitos altamente energéticos estão sendo entregues por meio de aviões a comunidades remotas da ilha ao largo da costa de Guiuan e Iloilo. Alguns destes locais de difícil acesso estão recebendo assistência alimentar pela primeira vez.

Caminhões da agência estão entregando rações de arroz a granel para comunidades costeiras muito afetadas no leste de Samar e Guiuan, enquanto um barco fretado pelo PMA com capacidade de carga de 2,4 mil toneladas chegou a Tacloban na segunda-feira (25) com barracas, cobertores, kits de água e galões.

Mais de mil toneladas de ajuda e materiais de apoio – como barracas, kits para recém-nascidos, produtos de higiene e unidades de armazenamento móvel – foram levados para as Filipinas dos Depósitos de Resposta Humanitária da ONU administrados pela PMA em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Subang, na Malásia, e Brindisi, na Itália.

Enquanto isso, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) está ajudando o governo a descongestionar os centros de recepção. Milhares de pessoas foram levadas para edifícios públicos, como estádios, escolas e igrejas, após a passagem do tufão no dia 8 de novembro. Desde então, muitos já saíram, mas estima-se que 240 mil pessoas ainda permanecem em alguns dos 1,1 mil centros em condições de superlotação, com distribuição de água e saneamento limitados.

É preciso dizer que a informação foi traduzida e divulgada no dia 27 de novembro pela ONU Brasil.