Garota sorri durante encenação sobre prevenção de HIV em um centro para jovens em Moundou, no Chade. Foto: UNICEF/P. Esteve

Garota sorri durante encenação sobre prevenção de HIV em um centro para jovens em Moundou, no Chade. Foto: UNICEF/P. Esteve

Rio de Janeiro, Brasil.- A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou esta semana novas recomendações para lidar com as necessidades específicas de adolescentes que vivem com HIV e em risco de infecção, muitos dos quais não recebem o cuidado e o apoio que necessitam. As recomendações “HIV e adolescentes: guia para testes de HIV, aconselhamento e cuidados para adolescentes que vivem com HIV” estão sendo liberadas antes do Dia Mundial da Aids, 1º de dezembro.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida em idioma português divulgada no dia 27 de novembro pela ONU Brasil

A agência da ONU recomenda aos Governos que revejam suas leis para tornar mais fácil para os adolescentes obter o teste de HIV sem precisar do consentimento de seus pais. As diretrizes também sugerem maneiras pelas quais os serviços de saúde podem melhorar a qualidade do cuidado e do apoio social para adolescentes e destacam o valor de envolver o grupo desta idade para criar uma abordagem focada no adolescente para serviços que funcionem para esse público.

Há mais de 2 milhões de adolescentes com idades entre 10 e 19 anos vivendo com HIV. O fracasso em apoiar de maneira eficaz e aceitável serviços de HIV para adolescentes resultou em um aumento de 50% nas mortes relacionadas à aids relatadas neste grupo entre 2005 e 2012, em comparação com um declínio de 30% verificado na população em geral.

Adolescentes enfrentam pressões emocionais e sociais difíceis e muitas vezes confusas enquanto crescem de crianças para adultos”, disse o diretor do departamento HIV/aids da OMS, Gottfried Hirnschall. “Adolescentes precisam de serviços de saúde e apoio adaptados às suas necessidades. Ele são menos propensos que adultos a serem testados para o HIV e muitas vezes precisam de mais apoio que adultos para ajudá-los a manter o cuidado e o tratamento.”

As garotas, os garotos que fazem sexo com homens, aqueles que injetam drogas ou estão sujeitos à coerção sexual e ao abuso estão em maior risco. Eles enfrentam muitas barreiras, incluindo leis severas, desigualdades, estigma e discriminação que os impedem de ter acesso a serviços que poderiam testar, prevenir e tratar o HIV”, disse o chefe dos programas de HIV do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Craig McClure. “Cerca de 1/7 de novas infecções por HIV ocorrem durante a adolescência. A não ser que as barreiras sejam removidas, o sonho de uma geração livre da aids nunca vai ser realizado.”

A OMS estima que apenas 10% dos jovens do sexo masculino e 15% do femininos (15-24 anos) na África Subsaariana conheçam seu estado sorológico e, em outras regiões, apesar de a informação ser escassa, o acesso a testes de HIV e aconselhamento por adolescentes vulneráveis é consistentemente relatado como muito baixo.