Foto Radio ONU         -Brasília – Os engenheiros nucleares japoneses estão prontos para iniciar a retirada das placas de combustível de urânio e de plutônio do tanque do Reator 4 da central da Usina Nuclear de Fukushima, no Nordeste do Japão. Essa é considerada a operação mais difícil e perigosa desde o acidente no complexo em 2011, causado por um terremoto seguido de tsunami.

Segundo informação da Agência Brasil (EBC), divulgada no dia 7 de novembro, a operadora da central Tokyo Electric Power (Tepco) começa neste mês a retirada das placas de combustível, uma operação desafiadora em termos técnicos. Essa operação testará também a capacidade de gestão da usina após meses de contratempo, falhas e vazamentos.

Os peritos argumentam que, apesar de arriscada, a medida é necessária para o desmantelamento da central. Mais de 1,5 mil placas de combustível, incluindo 200 novas, serão retiradas do tanque e transportadas para um outro edifício a cerca de 100 metros da atual localização.

O Reator 4 da central não estava em funcionamento no momento do desastre, mas o hidrogênio liberado do Reator 3 depois da explosão provocou danos na cobertura do edifício, deixando o material exposto a tempestades e outros desastres ou fenômenos naturais. Segundo a Tepco, não foram encontrados estragos no Reator 4, mas a empresa continuará acompanhando a situação com o objetivo de detectar qualquer problema.