Feijoeiro no Mato Grosso do Sul. Foto: Governo do Estado/Iagro

Feijoeiro no Mato Grosso do Sul. Foto: Governo do Estado/Iagro

Rio de janeiro, Brasil.- A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pediu na terça-feira (29) mais esforços nacionais e internacionais para levar a biotecnologia agrícola para pequenos produtores de países em desenvolvimento. Dessa forma, eles melhorariam seus meios de subsistência e a segurança alimentar.

Com a ajuda institucional e financeira adequadas, governos, instituições de pesquisa e organizações podem ajudar a levar biotecnologia para pequenos produtores, melhorando a sua capacidade de lidar com desafios como alterações climáticas, enfermidades de plantas e animais e o uso excessivo dos recursos naturais”, disse a chefe da Unidade de Pesquisa e Extensão da FAO, Andrea Sonnino.

O novo estudo da FAO – “Biotecnologias no Trabalho para os Pequenos Agricultores: estudos de caso em lavouras, pecuária e pesca nos países em desenvolvimento” – abrange 19 estudos de caso que utilizam uma ampla gama de biotecnologias. O objetivo é informar e ajudar os políticos na tomada de decisões sobre o assunto.

Os editores da publicação afirmam que as biotecnologias podem melhorar os meios de subsistência para o cultivo de gado e peixe, aumentando a produtividade e melhorando o acesso ao mercado.

O projeto “Sistemas Intensivos e Integrados nas Fazendas para os Pequenos Agricultores”, de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul, foi um dos casos estudados pelos especialistas da FAO.

Iniciativa da Embrapa em conjunto com a Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) e uma empresa local, a Retificadora Centro Sul, o projeto envolve 142 famílias em 2.850 hectares no assentamento Campanário.

O programa baseia-se na ideia de que é possível usar biotecnologias para transformar a poluição da indústria suína em produtos rentáveis e úteis, promover saldos favoráveis de energia, água e nutrientes e aumentar substancialmente a receita dos moradores do assentamento. Acesse o estudo clicando aqui (o caso brasileiro foi publicado a partir da página 109).

Cabe assinalar que a informação foi divulgada pela ONU Brasil no dia 30 de outubro.