Foto: ONU/Atiqul Hassan

Foto: ONU/Atiqul Hassan

Rio de Janeiro, Brasil.- A chefe da ONU para assuntos humanitários, Valerie Amos, pediu um cessar-fogo em Moadamiyeh, Damasco Rural, para permitir que agências de ajuda humanitária retirem milhares de civis que estão impossibilitados de sair da região por causa do conflito na Síria.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada no dia 21 de outubro, en idioma português, pela ONU Brasil.

A comunidade humanitária vem destacando que não se pode negar às pessoas ajuda vital e que os combates têm de parar, registra comunicado da subsecretária-geral emitido no sábado (19).

O acesso para que agentes humanitários cheguem a Moadamiyeh tem sido negado há meses. Apesar de mais de 3 mil pessoas terem sido retiradas da região no domingo (13), outras milhares continuam na área e bombardeios e combates impedem o resgate.

Peço que todas as partes acordem uma pausa imediata nas hostilidades em Moadamiyeh para permitir livre acesso a agências humanitárias para retirar os civis e levar tratamento vital e suprimentos às áreas onde os combates e bombardeios prosseguem”, declarou Amos.

Os civis que já foram retirados da região receberam assistência imediata de agências humanitárias da ONU e parceiros, do Crescente Vermelho sírio-árabe, empresas locais e indivíduos, incluindo comida, tratamento médico e apoio psicossocial.

Amos disse continuar “extremamente preocupada” por causa do desdobramento da situação em toda a Síria onde mulheres, crianças e homens comuns enfrentam terrível violência e brutalidade de todos os lados do conflito.

Milhares de famílias não conseguem abandonar outras localidades da Síria também, como em Nubil, Zahra, Aleppo antiga, Homs antiga e Hassakeh.

Civis devem poder se deslocar para áreas mais seguras sem temer ataque”, afirmou a subsecretária-geral.

É vital que todas as partes no conflito respeitem suas obrigações sob o Direito Internacional Humanitário e os Direitos Humanos de proteger civis e permitir que organizações humanitárias neutras e imparciais tenham acesso seguro a todas as pessoas em necessidade, onde quer que estejam na Síria.”

Mais de 100 mil pessoas foram mortas no país desde o levante contra o presidente Bashar Al-Assad em março de 2011. O conflito também provocou a fuga de mais de 2 milhões de sírios para países vizinhos e o deslocamento interno de 4,5 milhões de pessoas.