Seis homens com os rostos cobertos entraram na área exterior do escritório do Greenpeace em Murmansk. Atividades em todo o mundo lembram o primeiro mês de prisão dos ativistas

Foto Greenpeace

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São Paulo, BrasilNo dia em que se completa um mês do protesto pacífico que resultou na prisão de 28 ativistas e de dois jornalistas, a parte exterior do escritório do Greenpeace na cidade de Murmansk, noroeste da Rússia, foi invadido durante a noite.

Cabe assinalar que a informação foi remitida pala Greenpeace Brasil, para LFM Diffusion, no dia 18 de outubro.

Imagens do circuito interno de segurança mostram seis homens de rostos cobertos invadindo a parte exterior do escritório. Uma jaula que seria utilizada para um ato de solidariedade aos ativistas foi levada, mas não se sabe se foram os seis homens. O interior do escritório não foi invadido.

Foto Greenpeace

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Hoje, mais de 30 cidades ao redor do mundo realizaram atos pela libertação do grupo preso na Rússia após protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. No Brasil, 30 voluntários do Greenpeace Brasil apareceram algemados na praia do Leblon, no Rio de Janeiro.

Segurando fotos dos ativistas – entre elas a da brasileira Ana Paula Maciel – eles pediram a liberdade de todos e caminharam até o consulado da Rússia para protocolar uma carta formalizando a manifestação.

As manifestações aconteceram em diferentes pontos do mundo, como em Berlim, Cidade do México, Nápoles e até no topo do Monte Everest. “Hoje faz 30 dias que nosso navio foi apreendido e nossos 30 amigos foram presos. Agora, eles enfrentam a absurda acusação de pirataria, o que pode lhes render até 15 anos atrás das grades”, criticou o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo.

“Eles estavam agindo por todos nós, defendendo uma região frágil em um mundo em crise climática. Agora, é nossa vez de permanecer com eles. Essa prisão é um ataque a cada pessoa que levanta a voz por um futuro melhor para si mesmos e para seus filhos”, completou. “Esses 30 bravos guerreiros não são piratas, e essa acusação é uma clara tentativa de calar protestos pacíficos. Estamos aqui hoje para mostrar nossa solidariedade a todos que estão presos e defender o direito a essas manifestações não violentas”.

Foto Greenpeace

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Nos últimos dias, os advogados do Greenpeace apelaram pela liberdade provisória dos ativistas, sob a condição de fiança. Mas até agora, a Justiça russa negou o pedido a 23 casos. A audiência da brasileira Ana Paula Maciel, que iria acontecer nesta quinta-feira, foi adiada para a próxima semana, devido a problemas de tradução.

A cada dia, crescem as manifestações não só da sociedade civil, mas de autoridades e organizações que querem a liberdade do grupo. Esta semana, a presidenta Dilma Rousseff e a chanceler alemã Angela Merkel fizeram declarações públicas demandando a resolução rápida do caso. Onze ganhadores do prêmio Nobel da Paz escreveram uma carta ao presidente russo Vladimir Putin, pedindo a imediata libertação dos ativistas. E mais de um milhão de pessoas já enviaram mensagens às embaixadas russas.