Foto: MONUSCO

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Rio de Janeiro, Brasil.- As Nações Unidas condenaram veementemente o ataque realizado nesta sexta-feira (18) pelo grupo rebelde M23 contra um helicóptero desarmado da missão de paz na República Democrática do Congo (RDC). Este é o segundo incidente do tipo em menos de uma semana.

Cabe assinalar que a informação, em idioma português, foi divulgada pela ONU Brasil no dia 18 de outubro.

helicóptero ficou na linha de tiro nesta manhã ao sobrevoar Kibumba, Rutshuru, em Kivu do Norte, de acordo com a Missão das Nações Unidas para a Estabilização na RDC (MONUSCO). Entretanto, não houve feridos nem danos.

O chefe da missão, Martin Kobler, e a enviada especial do secretário-geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos, Mary Robinson, estão em Campala, Uganda, para acompanhar as negociações entre o Governo congolês e o M23. A MONUSCO acredita que nada atrapalhará o diálogo.

No incidente de semana passada, um helicóptero desarmado que fazia o reconhecimento da região de Rumangabo ficou sob fogo direto do M23.

Na ocasião, Kobler afirmou que o M23 não impedirá a missão de usar o espaço aéreo congolês e que, se necessário, usará a força para defender os civis.

O M23 e outros grupos armados têm entrado em confronto com o Exército congolês repetidas vezes. Em novembro do ano passado, os rebeldes chegaram a ocupar Goma, capital de Kivu do Norte, por um curto período.

Por causa do conflito, mais de 100 mil pessoas foram deslocadas, agravando uma crise humanitária na região – que atinge 2,6 milhões de deslocados internos e 6,4 milhões de pessoas que precisam de alimentos e ajuda de emergência.