A primeira-dama do Peru, Nadine Heredia; o brasileiro José Graziano da Silva; e a ministra boliviana, Nemecia Achacollo, durante a colheita simbólica de Quinoa. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

A primeira-dama do Peru, Nadine Heredia; o brasileiro José Graziano da Silva; e a ministra boliviana, Nemecia Achacollo, durante a colheita simbólica de Quinoa. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

Rio de Janeiro, Brasil.- O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, a primeira-dama do Peru e embaixadora especial para o Ano Internacional da Quinoa, Nadine Heredia e a ministra de Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia, Nemecia Achacollo, participaram nesta quinta-feira (17) de uma “colheita simbólica” de quinoa colheita na sede da FAO, em Roma. A colheita é feita manualmente, como acontece há séculos na região andina.

Segundo nota do dia 17 de outubro da ONU Brasil, traduzida no idioma português, a ação foi a primeira de uma série de eventos que a agência da ONU está realizando como forma de destacar a importância da quinoa e de outros grãos e culturas subutilizados na luta contra a fome, no marco do Ano Internacional da Quinoa. “Este ano nós recrutamos um novo aliado contra a fome”, disse o diretor-geral da FAO.

Também nesta quinta-feira, Graziano fez uma apresentação sobre as realizações dos dois países andinos e seu apoio a diversas atividades em todo o mundo. “Fizemos tudo com a crença de que a quinoa e outros grãos e culturas subutilizados podem desempenhar um papel na erradicação da fome e promover uma alimentação mais saudável”, disse o brasileiro Graziano da Silva.

No Peru estamos orgulhosos de ser o berço deste grão milenar e um dos maiores produtores do mundo. Temos que recuperar os conhecimentos e práticas ancestrais”, afirmou a primeira-dama do Peru. Heredia disse que o Ano Internacional da Quinoa tem servido não só como uma forma de tornar o grão conhecido, mas também de destacar o trabalho dos agricultores e resgatar outros grãos andinos e tecnologias agrícolas.

Ela lembrou que seu país continuará a promover o “pequeno e multicolor grão durante o Ano Internacional da Agricultura Familiar em 2014”.

Quinoa no mundo: experiências e potenciais

Também foi realizada nesta quinta-feira a conferência “A quinoa no mundo: experiências e potenciais”, evento com o duplo objetivo de mostrar o trabalho em andamento da FAO e do Governo da Bolívia para que a quinoa seja produzida de forma sustentável, mostrando seu potencial para o desenvolvimento na Europa.

Durante a conferência, a ministra boliviana – que está em visita oficial a Roma acompanhada por uma delegação de produtores de quinoa – agradeceu à FAO pelo apoio e esforço desde que o país fez a proposta para o Ano Internacional da Quinoa. Nemecia Achacollo destacou em especial o papel do brasileiro e chefe da FAO, Graziano da Silva, como então diretor do escritório da FAO para a América Latina e Caribe.

Para nós, este Ano Internacional não termina aqui. Começa aqui. É essencial continuar este trabalho no Ano Internacional da Agricultura Familiar”, disse a ministra. “Os bolivianos temos uma alimentação saudável, forte e preservada por milhares de anos e queremos compartilhar com o mundo.”

Também participou da conferência um agricultor boliviano, que agradeceu o valor atualmente dado ao chamado “grão de ouro”; um especialista da FAO, que explicou os progressos alcançados graças à assistência técnica da FAO; e especialistas italianos que compartilharam suas experiências na produção de quinoa na Itália. Além disso, um representante da Expo Milão 2015 explicou o espaço a ser dedicado à quinoa na feira.