Chefe da agência de macroeconomia e desenvolvimento da UNCTAD, Alfredo Calcagno, apresenta o relatório em Nova York. Foto: ONU

Chefe da agência de macroeconomia e desenvolvimento da UNCTAD, Alfredo Calcagno, apresenta o relatório em Nova York. Foto: ONU

Rio de Janeiro, Brasil.- De acordo com o Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2013  os países devem adotar novas políticas econômicas para se adaptarem às mudanças estruturais na economia mundial provocadas pela eclosão da crise financeira global há cinco anos.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada no dia 16 de outubro pela ONU Brasil.

O relatório  – produzido pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) – afirma que os países desenvolvidos têm, até agora, abordado a crise através da implementação de medidas de estímulo que dependem de políticas monetárias expansionistas, mas não obtiveram sucesso na promoção do crescimento por causa da sua combinação com austeridade fiscal e demandas particulares subjugadas.

Já os países em desenvolvimento têm mitigado o impacto negativo da crise no mundo desenvolvido através da implementação de políticas anticíclicas, que estimulam a economia quando se está enfrentando uma recessão. No entanto, os efeitos dessas políticas estão desaparecendo e o ambiente econômico mostra poucos sinais de melhoria, tornando cada vez mais difícil evitar a desaceleração econômica.

Para a economia mundial como um todo, o relatório ressalta que políticas coordenadas, orientadas pela demanda, onde nenhum país adote políticas de austeridade, teriam melhores resultados em termos de crescimento, distribuição de renda, emprego e reequilíbrio mundial do que as políticas atuais que colocam toda a carga do ajuste da crise nos países deficitários.

O chefe da agência de macroeconomia e desenvolvimento da UNCTAD, Alfredo Calcagno, observou que os países desenvolvidos não estão abordando as causas iniciais da crise financeira, e isso, combinado com a má gestão da crise em si, tem contribuído para a desordem atual da economia global.