Organização Mundial da Saúde considera o mercúrio como um dos 10 produtos mais prejudicais à saúde. Foto: OMS

Organização Mundial da Saúde considera o mercúrio como um dos 10 produtos mais prejudicais à saúde. Foto: OMS

Rio de Janeiro, Brasil.- A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a “Health Care Without Harm” – uma coligação internacional de organizações e profissionais da saúde – uniram forças e lançaram uma nova iniciativa para fazer com que o mercúrio seja removido de todos os dispositivos de medição utilizados na medicina até 2020.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU Brasil, no dia 15 de outubro.

iniciativa “Saúde Sem Mercúrio até 2020” foi lançada junto com a assinatura da Convenção de Minamata, no Japão, e pede pelo fim gradativo do uso do mercúrio em termômetros e aparelhos de pressão arterial.

Segundo a OMS, esse objetivo só poderá ser atingido com o fim da fabricação, importação e exportação desses dispositivos, e através do apoio da implantação de alternativas seguras e acessíveis do produto.

Com a assinatura da Convenção de Minamata percorremos um longo caminho para a proteção do mundo das consequências devastadores do mercúrio”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

O mercúrio é um dos 10 produtos químicos mais prejudiciais para a saúde pública e é uma substância que se dispersa e permanece em ecossistemas por gerações, causando graves problemas de saúde e deficiência intelectual às populações expostas a ele.”

A diretora da OMS para a Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, disse que a agência abordará as áreas críticas de exposição ao mercúrio e trabalhará com os governos para garantir que eles possam cumprir as suas obrigações nos termos da Convenção, especialmente na área de cuidados à saúde.

A OMS e seus parceiros do setor da saúde trabalharão para eliminar gradualmente os antissépticos tópicos e cosméticos para o clareamento de pele que utilizam mercúrio; desenvolver estratégias de saúde pública para lidar com os impactos do uso do mercúrio na mineração artesanal e de pequena escala; desenvolver medidas para diminuir o uso de amálgama dental; e incentivar o intercâmbio de informações de saúde, sensibilização e pesquisa em saúde pública.