Foto ONU Brasil

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Rio de Janeiro, Brasil.- O Brasil foi o principal beneficiário do investimento direto estrangeiro (IED) na América Latina em 2013, tendo absorvido 39,014 bilhões de dólares. O total, porém, é 10% menor que o recebido durante os mesmos meses do ano passado. A queda foi concentrada nos setores de siderurgia, alimentos e bebidas e financeiro.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada, em idioma português, na sexta-feira 11 de outubro, pela ONU Brasil.

O fluxo de IED para a região teve um crescimento moderado durante o primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2012, mostra levantamento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgado nesta quinta-feira (10).

Os 13 países que apresentaram dados receberam 102,951 bilhões de dólares, um valor 6% superior ao registrado no primeiro semestre do ano passado.

No México, o IED do primeiro semestre superou toda a quantia recebida em 2012. O fluxo também aumentou na Venezuela (44%), Peru (27%), El Salvador (27%), Panamá (19%), Costa Rica (15%), Uruguai (8%) e Colômbia (5%).

Nos primeiros sete meses de 2013, o IED no Chile diminuiu 26% em relação ao mesmo período no ano passado. O fluxo de investimento também caiu na Guatemala, Argentina e República Dominicana.

Quanto às saídas de IED, houve um declínio na primeira metade do ano. Os dez países da região que apresentaram dados totalizaram 6,385 bilhões de dólares de investimento estrangeiro durante os primeiros seis meses do ano. No mesmo período em 2012, foi registrada a saída de 24,446 bilhões de dólares. O México apresentou uma queda de 71% nos investimentos estrangeiros e o Brasil 36%.

Segundo a CEPAL, os fluxos de investimento no exterior ainda são muito voláteis. No entanto, as empresas transnacionais latino-americanas estão se expandindo e espera-se que os valores do segundo semestre sejam superiores aos da primeira metade de 2013.

Os dados preliminares para este ano indicam que a América Latina continua atraindo investimento estrangeiro direto em quantidades crescentes. Os governos devem canalizar esses investimentos para os setores que contribuem para a mudança da matriz de produção da região, insiste a CEPAL.

Os dados apresentados pela Comissão Econômica correspondem à atualização do relatório “Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e no Caribe”, cuja última edição foi lançada em maio.