Em encontro com diretores do Greenpeace, Tarso Genro diz que vai pedir ajuda a Dilma e acionar secretaria de Justiça do estado para entrar oficialmente no caso

Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT)

Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT)

São Paulo, Brasil. –O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), manifestou apoio, nesta segunda-feira,  à libertação da ativista do Greenpeace, Ana Paula Maciel, segundo uma nota remitida no dia 7 de outubro, as 13:12 hs. de Brasília, pela Graeenpeace Brasil. Ele afirmou que vai pedir pessoalmente à presidente Dilma Rousseff que intervenha diplomaticamente, e prometeu acionar a secretaria de Justiça do estado para acompanhar o caso. A bióloga gaúcha está em prisão preventiva na Rússia, junto com outros 27 ativistas e dois jornalistas, após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

“Dou meu apoio irrestrito à luta pela libertação de Ana Paula”, disse o governador, que encontrou em São Paulo, nesta manhã,  os diretores do Greenpeace no Brasil, Fernando Rossetti e Sérgio Leitão. “Vou acionar a secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos para que faça contato com os advogados do Greenpeace e que entre oficialmente com os procedimentos necessários para buscar o retorno mais breve possível da Ana para o Rio Grande do Sul”.

Nesta segunda-feira, o Greenpeace Internacional fez uma coletiva de imprensa em Moscou, e afirmou que pretende entrar com uma queixa-crime contra a apreensão, considerada ilegal, do navio Arctic Sunrise pelas autoridades russas. A embarcação foi apreendida em águas internacionais no dia 19 de setembro, um dia depois que ativistas fizeram um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

“Quando o Serviço de Segurança da Rússia entrou no Arctic Sunrise, houve uma série de violações da lei”, afirmou Alexander Mukhortov, o advogado de defesa do americano Peter Willcox, capitão do navio de campnhas do Greenpeace. “Homens armados e sem identificação entraram no navio usando máscaras e apontando armas para a tripulação. Eles tomaram o controle da embarcação, confiscaram pertences pessoais e manteve todos sob custódia, sem formalizar essas ações”.

Porta-vozes do Greenpeace Internacional afirmaram que também pretendem apresentar queixa contra a violação de direitos das 30 pessoas que permanecem presas e acusadas de pirataria. “Algumas celas são frias, nem todos têm recebido água suficiente para beber e também não podem se exercitar adequadamente”, disse outro advogado do Greenpeace Internacional, Sergei Golubok.

Os advogados também fizeram objeções à forma como os ativistas estavam sendo transportados nos útimos dias, em veículos da polícia. Alguns deles fizeram viagens de até cinco horas, sem acesso a alimentação, calefação e banheiro.

Nesta terça-feira, terão início as audiências em que a organização vai apelar para que os 28 ativistas e dois jornalistas possam aguardar em liberdade as investigações. As audiências devem ser concluídas até sábado.