Ex-presidente liberiano, Charles Taylor, espera veredito em 26 de abril de 2012. Foto: Webcast da ONU

Ex-presidente liberiano, Charles Taylor, espera veredito em 26 de abril de 2012. Foto: Webcast da ONU

Rio de Janeiro, Brasil.- A procuradora do Tribunal Especial apoiado pelas Nações Unidas para Serra Leoa, Brenda J. Hollis, parabenizou nesta quinta-feira (26) a decisão do tribunal de manter a condenação do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

è preciso dizer que, a informação foi traduzida à idioma português e divulgada pela ONU Brasil nas ultimas horas.

Taylor foi condenado em abril de 2012 por 11 acusações de crimes cometidos durante a guerra civil na Libéria – que durou 10 anos – e sentenciado a 50 anos de prisão. Ele foi o primeiro ex-chefe de Estado a ser condenado por crimes de guerra em um tribunal penal internacional desde Nuremberg, em 1946.

Essa decisão final afirma a responsabilidade criminal de Taylor por crimes graves que causaram sofrimento indescritível para milhares, se não dezenas de milhares, de vítimas em Serra Leoa”, afirmou Hollis em comunicado à imprensa. “O julgamento de hoje traz algum sentimento de justiça para as vítimas que sofreram tão terrivelmente por causa de Charles Taylor.”

A Câmara de Recurso do Tribunal confirmou hoje que a Câmara de Julgamento deixou claro que os chefes de Estado serão responsabilizados por crimes de guerra e outros crimes internacionais. Nenhuma pessoa, não importa quão poderosa, está acima da lei. O julgamento de hoje afirma que com a liderança não vem apenas poder e autoridade, mas também responsabilidade e prestação de contas.”

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou a decisão do Tribunal Especial e parabenizou a todos por esta grande conquista.

Este é um dia histórico e importante para o povo da Serra Leoa e da região (…) esse julgamento é um marco significativo na justiça penal internacional porque confirma a condenação de um ex-chefe de Estado por auxílio, cumplicidade e planejamento de crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, disse o comunicado emitido pelo porta-voz de Ban.