Rousseff abre a 68ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York

C2 Foto ONU  -A presidenta do Brasil, abriu nesta terça-feira (24) sessão do debate geral da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da Organização, em Nova York.

Rio de Janeiro, Brasil.- Em seu discurso aos 193 representantes dos Estados-Membros da ONU, a presidenta falou sobre o direito à privacidade das pessoas e a soberania dos Estados e criticou a espionagem dos Estados Unidos.

Cabe assinalar que a informação, traduzida em idioma português, foi divulgada el 24 de setembro pela ONU Brasil,

Dilma afirmou que o Brasil deve apresentar propostas para a governança e o uso da internet para garantir que as nações e indivíduos estejam protegidos. “Sem o direito à privacidade não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as Nações”, disse.

Estamos, Senhor Presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de informações sigilosas relativas às atividades empresariais e, sobretudo, de desrespeito à soberania nacional do meu País”, completou Dilma.

A presidenta – que foi a primeira mulher a abrir um encontro da Assembleia Geral em 2011 e que hoje fez seu terceiro discurso frente a este foro internacional – condenou o ataque terrorista em Nairóbi (Quênia) e disse que o terrorismo deve ser sempre condenado e combatido. “O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier, merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.”

Em sua apresentação, Dilma falou também sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015 e as iniciativas tomadas por seu governo para melhorar a situação da população brasileira, pedindo a reforma de alguns organismos da instituição e lembrando que a ONU completará 70 anos de existência em 2015.

Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje. É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face os novos desafios do século XXI”, afirmou Dilma Rousseff.

Rousseff conversa com Ban Ki-moon

Ban, se reuniu nesta terça-feira (24) com a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, na sede da ONU em Nova York.

O secretário-geral agradeceu o Brasil por seu constante apoio às prioridades da ONU, fazendo referência especial às importantes contribuições do Brasil no seguimento das decisões da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

O “contínuo e incondicional apoio” do Brasil ao Haiti e o “excelente trabalho” desenvolvido pelas tropas brasileiras que fazem parte da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) também foram elogiados pelo secretário-geral.

A questão dos programas globais de vigilância foi discutida no encontro, em que o secretário-geral e a presidenta falaram também sobre os acontecimentos na região do Oriente Médio, bem como sobre a situação na Síria.