B9 OITRio de Janeiro, Brasil.- Segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa do desemprego juvenil a nível mundial é crescente – e preocupante. A previsão é que ela alcance 12,8% em 2019, anulando todo o progresso alcançado no início do período da recuperação econômica.

O relatório, intitulado “Tendências Mundiais do Emprego Juvenil em 2013 – Uma Geração em Perigo”, prevê que cerca de 73,4 milhões de jovens estarão desempregados durante este ano, um aumento de 3,5 milhões de jovens desde 2007. Em países como Espanha e Grécia, mais da metade da população jovem economicamente ativa está desempregada.

Estes números evidenciam a necessidade de enfocarmos em políticas que promovam o crescimento, a melhoria da educação e os sistemas de qualificação, além do emprego juvenil”, declarou José Manuel Salazar-Xirinachs, subdiretor-geral de políticas da OIT.

Em países desenvolvidos, o número de “NEET” – jovens que não trabalham nem estudam, conhecidos como ni-ni em países de língua hispânica – é de um a cada seis. “É provável que estas consequências se agravem, e quanto mais prolongada a crise do desemprego juvenil, mais acarretará um custo econômico e social”, acrescentou Salazar-Xirinachs.

Situação na América Latina e Caribe também preocupa

Ao comentar a situação da América Latina e Caribe, o relatório diz que “o forte crescimento econômico nesta região produziu melhoras na situação social e laboral, mas tudo parece indicar que os jovens não foram os mais beneficiados”.

O estudo também enfatiza a situação dos jovens que não estudam nem trabalham na América Latina e Caribe, destacando que a situação é tão preocupante como a de uma alta taxa de desemprego, pois até 19,8% estão nesta situação — o que “os coloca em risco de exclusão social e laboral”.

Segundo os dados da OIT, a maior parte dos jovens (51,7%) que não estudam nem trabalham na região disseram ocupar-se de tarefas domésticas, 23,1% disseram estar sem emprego e 25,2% disseram que não têm atividades por outros motivos.

O emprego juvenil requer medidas deliberadas para gerar mais e melhores postos de trabalho”, advertiu a diretora regional da OIT para a América Latina e Caribe, Elizabeth Tinoco, ao comentar os números.

O relatório ressalta que não existe uma “única solução para todos” e pede aos governos ações unificadas e imediatas entre as organizações de empregadores e trabalhadores, visando o combate da crise do desemprego juvenil.

É preciso assinalar que a informação foi divulgada, em idioma português, pela ONU Brasil no dia 10 de maio.