Vista do acampamento de Mushaba, na província de Katanga, República Democrática do Congo. Foto: OCHA/Gemma Cortes

Vista do acampamento de Mushaba, na província de Katanga, República Democrática do Congo. Foto: OCHA/Gemma Cortes

Rio de Janeiro, Brasil.- O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alertou na sexta-feira (3) que a situação de segurança continua volátil no chamado “Triângulo da Morte” — a área entre as cidades de Pweto, Manono e Mitwaba, na província de Katanga, na República Democrática do Congo (RDC).

De acordo com a porta-voz do PMA, Elisabeth Byrs, a deterioração das condições humanitárias e ataques em curso dos combatentes Mai Mai obrigaram mais de 200 mil pessoas a fugir de suas casas desde abril. Os constantes saques, agressões e estupros obrigaram a população a se refugiar de modo precário, acrescentou Brys.

De acordo com estimativas da ONU, 354 mil pessoas estão deslocadas internamente na província de Katanga, um aumento significativo de 55,4 mil pessoas desde janeiro de 2012.

Byrs disse o PMA está apoiando mais de 3 milhões de pessoas na RDC e está buscando 28,9 milhões de dólares para continuar suas operações no país para garantir recursos alimentares ao longo dos próximos seis meses.

Mary Robinson, a enviada especial das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos da África, que encerrou sua missão neste fim de semana após uma semana visitando diversos países da região, afirmou que viu “uma vontade política e uma urgência para a paz que deve ser mantida”.

Robinson acrescentou que o Quadro de Segurança, Paz e Cooperação para a RDC — um acordo assinado por 11 países em fevereiro de 2013 que quer o fim dos conflitos e crises na RDC — precisa ser cumprido. “Já tivemos acordos regionais antes. Este precisa ser diferente. Agora é o momento para a implementação começar.”

Cabe assinalar que a informação foi divulgada, em idioma português, pela ONU Brasil.