Criança síria toma a vacina contra o sarampo no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia. Foto: UNICEF/Alaa Malhas (2013)

Criança síria toma a vacina contra o sarampo no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia. Foto: UNICEF/Alaa Malhas (2013)

Rio de Janeiro, Brasil.- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seus parceiros intensificaram as campanhas de vacinação contra o sarampo na Síria, Jordânia, Líbano, Iraque e Turquia, em meio a surtos da doença na região.

Devido aos grandes movimentos populacionais e o colapso dos serviços de saúde na Síria, são necessárias precauções adicionais para garantir que as crianças sejam protegidas contra doenças mortais como o sarampo”, disse o Conselheiro Regional de Saúde do UNICEF, Mahendra Sheth.

Segundo o comunicado divulgado pela agência na terça-feira (30), reproduzido no idioma português pela ONU Brasil, além das mais de 70 mil pessoas mortas desde o início do levante contra o presidente Bashar al-Assad em março de 2011, mais de 1,4 milhão de pessoas se refugiaram em países vizinhos. Atualmente, até 8 mil sírios fogem do país diariamente.

O UNICEF também divulgou que cerca de 4,25 milhões de pessoas estão desabrigadas na Síria, sendo quase metade crianças. Muitas vivem em condições insalubres e com pouco espaço, onde a doença pode facilmente se espalhar.

A agência está trabalhando em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para tratar os casos de sarampo na região. De acordo com o UNICEF, entre 3 e 4 mil casos foram relatados na Turquia no ano passado, incluindo 300 deles entre os refugiados sírios.

Nos outros países da região, desde dezembro do ano passado, cerca de 332 casos já foram registrados no campo de refugiados de Domiz no Iraque, 300 no Líbano desde janeiro e 133 casos na Síria.

Enquanto isso, também na terça-feira (30), o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) agradeceu a generosa contribuição do Reino Unido de cerca de 43 milhões de dólares para ajudar no fornecimento de alimentos para dezenas de milhares de sírios. A agência também vai usar os fundos para emitir vales de alimentação para milhares de refugiados da Síria na Turquia e no Líbano.