Taxa de desemprego aberto urbano registrou uma nova queda no ano passado, de 6,7% para 6,4% — mas 15 milhões de pessoas ainda estão buscando emprego nas zonas urbanas da região. Foto: Minplanpac/Creative Commons

Taxa de desemprego aberto urbano registrou uma nova queda no ano passado, de 6,7% para 6,4% — mas 15 milhões de pessoas ainda estão buscando emprego nas zonas urbanas da região. Foto: Minplanpac/Creative Commons

Rio de Janeiro, Brasil.- Os países da América Latina e do Caribe crescerão em média 3,5% em 2013, graças ao dinamismo que manterá a demanda interna e o melhor desempenho da Argentina e do Brasil em comparação com 2012, segundo novas projeções apresentadas nesta terça-feira (23) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

A CEPAL apresentou o Relatório ‘Balanço Econômico atualizado da América Latina e do Caribe 2012′, que atualiza as estatísticas e informações divulgadas em dezembro do ano passado, no ‘Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2012′.

O resultado para 2013 acompanha, por um lado, o maior crescimento esperado da Argentina (3,5%) e do Brasil (3,0%), devido à recuperação da atividade agrícola e do investimento, que registraram quedas nesses dois países em 2012.

Por outro lado, a nível regional a expansão estará respaldada pela persistência do crescimento do consumo como consequência de melhores indicadores do mercado de trabalho e do aumento do crédito bancário ao setor privado e, em menor extensão, do investimento. Soma-se a isso a permanência dos elevados preços das matérias primas, que se espera que registrem uma queda em relação a 2012, ainda se mantendo em níveis altos.

No novo relatório, lançado exclusivamente em forma eletrônica, a CEPAL prevê um crescimento regional levemente menor em relação à estimativa divulgada em dezembro passado (3,8%) devido principalmente à manutenção da incerteza sobre o futuro da economia internacional, ao baixo dinamismo das economias desenvolvidas e a recuperação menos dinâmica que a prevista na Argentina e no Brasil.

O Paraguai liderará a expansão em 2013, com um crescimento esperado do Produto Interno Bruto (PIB) de 10%, seguido pelo Panamá (8,0%), Peru (6,0%) e Haiti (6,0%). A Bolívia, o Chile e a Nicarágua crescerão 5,0%, enquanto a Colômbia crescerá 4,5% e o Uruguai, 3,8%.

O México, com um crescimento esperado de 3,5% em 2013, e as economias do Istmo Centro-americano, além de Cuba, Haiti e República Dominicana (3,8%), seriam beneficiadas por um maior dinamismo dos Estados Unidos, somando-se a isso uma melhora do setor agrícola (especialmente em Cuba, Nicarágua e República Dominicana) e da construção (na Guatemala, Haiti e Honduras).

Os países da América do Sul, que em geral são mais especializados na produção e exportação de matérias-primas, cresceriam em média 3,5% em 2013, graças à manutenção do crescimento das economias asiáticas. Isso traria consequências positivas tanto a nível de renda como no desempenho das atividades exportadoras.

No Caribe continuará a aceleração no ritmo do crescimento, com uma elevação esperada de 2,0% como resultado do dinamismo das economias mais especializadas na produção e exportação de matérias primas (Guiana e Suriname, principalmente) e da recuperação dos países mais focados na exportação de serviços de turismo, resultado da melhor situação econômica dos Estados Unidos.

Cabe assinalar que a informação sintética, em idioma português, foi divulgada pela ONU Brasil.