Aidara Aichatou Cisse, do Mali, fala durante a Conferência. Foto: ONU Mulheres

Aidara Aichatou Cisse, do Mali, fala durante a Conferência. Foto: ONU Mulheres

Rio de Janeiro, Brasil – Press Release ONU Brasil.- Cerca de 40 mulheres representantes dos países da região do Sahel, África, se reuniram com funcionários da ONU em uma conferência em Bruxelas para discutir a economia local, a estabilidade política e a prevenção de conflitos.

As representantes vieram da Argélia, Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal para apresentar suas sugestões para o Enviado Especial do Secretário-Geral para assuntos da região, Romano Prodi; para a chefe em exercício da ONU Mulheres, Lakshmi Puri; e para a representante da União Europeia, Catherine Ashton.

Eu quero aproveitar o potencial das mulheres para acelerar o progresso no Sahel. As discussões que ocorreram hoje e as recomendações dos participantes vão nos ajudar na busca de soluções sustentáveis para a região”, disse Prodi na Conferência sobre a Liderança das Mulheres no Sahel, na terça-feira (9).

O debate ajudou a moldar uma perspectiva geral sobre a forma de capacitar as mulheres para ajudar a estabilidade política e a prosperidade econômica da região.

Esperamos que essa conferência vá inaugurar esforços concretos para aumentar a participação das mulheres e de especialistas de gênero na resolução de conflitos e na transição para a paz, recuperação econômica, democracia e estabilidade”, disse Puri.

Região do Sahel (em laranja). Foto: Wikimedia

Região do Sahel (em laranja). Foto: Wikimedia

As recomendações feitas na conferência incluem a adoção de medidas pró-ativas que garantam que pelo menos 30% dos participantes no processo de decisões sobre a região sejam mulheres. As pessoas presentes no encontro também chamaram a atenção para iniciativas dedicadas à igualdade de gênero.

A região do Sahel – que se estende do Oceano Atlântico ao Mar Vermelho – sofre de pobreza extrema, com níveis de desenvolvimento humano entre os mais baixos do mundo, fronteiras inseguras e problemas significativos de direitos humanos.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada pela ONUBR, no dia 12 de abril.