Na imagem, ação de desminagem realizada pela Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO). Foto: MINURSO.

Na imagem, ação de desminagem realizada pela Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO). Foto: MINURSO.

Uma média de 5 mil pessoas são mortas ou feridas por minas terrestres todo ano, alertou a diretora do Serviço de Ação de Minas da ONU (UNMAS) em uma entrevista. Assista aqui ao vídeo.

Rio de Janeiro, Brasil.- entrevista ao Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) para a Europa Ocidental, a diretora do Serviço de Ação de Minas da ONU (UNMAS), Agnés Marcaillou, explica que as minas são armas traiçoeiras e desumanas que continuam a matar muitos anos depois de terem sido colocadas, não fazendo distinção entre o pé de um soldado e o pé de uma criança.

Cabe dizer que a informação foi traduzida e divulgada, nas ultima hora, pela ONU no Brasil.

Marcaillou destacou que é importante continuar a insistir na sensibilização sobre este problema, lembrando as vítimas e pedindo aos que ratifiquem e implementem a Convenção de Ottawa para proibir estas armas traiçoeiras. Segundo ela, uma média de 5 mil pessoas são mortas ou feridas por minas terrestres todo ano.

Marcaillou visitou Bruxelas para inaugurar a exposição “As minas terrestres: armas traiçoeiras”, que estará aberta ao público até 28 de junho de 2013 no Museu Militar e para participar de um colóquio sobre o Dia Internacional de Sensibilização sobre Minas e Assistência à Desminagem, lembrado no dia 4 de abril.

Estes eventos foram organizados conjuntamente pelo Ministério da Defesa belga, o UNRIC e o Museu Real de forças armadas da Bélgica, com o apoio do UNMAS, Handicap International e Equipe das Nações Unidas em Bruxelas.

Alerta ONU

Segundo nota da ONU Brasil, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou nesta quinta-feira (4) a importância de eliminar a ameaça de minas e resíduos de explosivos de guerra que, entre maio de 2011 e maio de 2012, deixaram pelo menos 4.286 pessoas mortas ou feridas, de acordo com o Serviço de Ação de Minas da ONU (UNMAS).

Os programas das Nações Unidas contra as minas continuam a criar espaço para os esforços de ajuda humanitária, operações de paz e iniciativas de desenvolvimento, permitindo que os funcionários da ONU trabalhem e que refugiados e deslocados internos regressem voluntariamente às suas casas”, disse ele em uma mensagem para marcar o Dia Internacional de Sensibilização sobre Minas e Assistência à Desminagem, celebrado anualmente em 4 de abril.

A ONU continua a oferecer ampla assistência a milhões de pessoas em 59 países e seis outras áreas contaminadas por minas terrestres, incluindo o Afeganistão, Camboja, Colômbia, Laos, Líbano e Sudão do Sul.

Mas é preciso avançar mais”, alertou Ban, principalmente na Síria e no Mali, onde o impacto humanitário devastador do uso de armas explosivas em áreas povoadas é crescente.

Ban Ki-moon disse estar “encorajado” pelos 161 Estados-Membros que assinaram a Convenção sobre a Proibição de Minas Antipessoais e pediu a adesão total a esse e outros tratados que tratam do tema, como a Convenção sobre Munições de Fragmentação, o Protocolo V sobre Explosivos Remanescentes de Guerra da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, bem como a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O Chefe de Programas da UNMAS, Paul Heslop, declarou que “a batalha contra as minas foi vencida”, mas alertou que é necessário um financiamento contínuo e apoio internacional para sustentar esse avanço.

Eventos em todo o mundo também marcaram o Dia e lembraram o risco que essas armas representam. Entre eles, a abertura de uma exposição multimídia, intitulada “Por um Mundo Livre de Minas”, nas sedes da ONU em Nova York e Genebra, para destacar os 20 anos da Campanha Internacional para a Proibição das Minas Terrestres.