Forças de paz da ONU oferecem proteção aos residentes do estado de Jonglei, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

Forças de paz da ONU oferecem proteção aos residentes do estado de Jonglei, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

Rio de Janeiro, Brasil. – O Governo do Sudão do Sul deve fazer mais para proteger as comunidades em risco de ataques e levar os culpados à justiça, disse na sexta-feira (5) a missão de paz da ONU no país, ao publicar suas conclusões sobre o assassinato de pelo menos 85 criadores de gado no Estado de Jonglei.

É de extrema importância que o Governo continue a pedir contenção e se envolva com todas as comunidades para evitar uma nova escalada de violência”, disse a Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) em um comunicado sobre o relatório de direitos humanos, que também pediu uma maior cooperação entre a Missão da ONU e o Governo.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida à idioma português e divulgada pelo escritório da ONU no Brasil o dia 8 de abril.

A Missão também expressou sua preocupação com possíveis ataques de vingança após o ataque de 8 de fevereiro próximo a Walgak, em West Akobo.

Com o objetivo de criar um “forte impedimento” para a atividade criminosa, a Missão disse que é “fundamental que a investigação ocorra visando levar os responsáveis à justiça e buscando reparação por meio de indenização”.

O ataque de Walgak representa a maior perda de vidas em um único episódio desde o aumento da violência étnica, ocorrido há vários meses”, informou UNMISS.

Funcionários de Direitos Humanos da ONU informaram que a maioria dos mortos eram mulheres e crianças. Dada a dificuldade de acesso à área, 34 pessoas adicionais são dadas como desaparecidas.

É de grande preocupação que muitas pessoas tenham sido mortas em um ataque tão brutal”, disse o diretor da Missão de Direitos Humanos, Richard Bennett.

No relatório, a UNMISS determinou que as causas do ataque variaram desde a ampla disponibilidade de armas e insegurança até a marginalização e falta de desenvolvimento.

A Representante Especial do Secretário-Geral para o Sudão do Sul, Hilde F. Johnson, reuniu-se com as pessoas feridas durante o ataque e outros membros da comunidade em Walgak. Ela pediu que os líderes do governo e da comunidade trabalhem por uma maior unidade em suas comunidades.