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Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura. Foto: ONU/Jean-Marc

Rio de Janeiro, Brasil.- A Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura, expressou nesta quarta-feira (3) consternação com os ataques sexuais contra mulheres manifestantes no Egito, assim como as mensagens de proeminentes líderes religiosos e políticos que diziam que eles seria as culpadas.

A história do Egito no período pós-revolucionário não pode ser a de um país cujas mulheres marcharam em apoio à democracia apenas para ter sua própria liberdade negada, suas vidas diretamente ameaçadas e seu ativismo político vibrante marcado por um clima de medo e insegurança”, afirmou Bangura, pedindo que os responsáveis pelas agressões sejam punidos.

È Preciso assinalar que a informação foi traduzida à idioma português e divulgada pela ONUBR no dia 4 de abril.

Pelo menos 25 mulheres teriam sido agredidas sexualmente na Praça Tahrir, no centro do Cairo, no final de janeiro, de acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). As manifestações coincidiram com o segundo aniversário da revolução egípcia, quando protestos derrubaram o então presidente Hosni Mubarak.

Além dos ataques em janeiro, houve uma série de casos de agressão sexual relatados na mesma praça nos últimos 18 meses.

À medida que mais informação está vindo à tona sobre o número de mulheres que foram estupradas e abusadas sexualmente, estamos preocupados que esta seja apenas a ponta do iceberg, uma vez que este fenômeno geralmente permanece em grande parte invisível”, ressaltou a Representante Especial.

À época, a ex-chefe da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, estavam entre os funcionários das Nações Unidas que condenaram os ataques e pediram que as autoridades reforcem as medidas de segurança, bem como investiguem os ataques relatados.