Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura. Foto: ONU/Mark Garten

Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura. Foto: ONU/Mark Garten

Rio de Janeiro, Brasil.- A Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura, elogiou nesta terça-feira (2) os esforços do Governo da República Democrática do Congo (RDC) em combater a violência sexual relacionada aos conflitos e anunciou um acordo com as autoridades para resolver este problema, que é generalizado no país.

Estou preocupada com a intensificação da violência sexual em conflitos na RDC, mas também tenho sido encorajada pelas medidas tomadas pelo Governo e pelo trabalho que está sendo feito pelas Nações Unidas e outras organizações internacionais e nacionais”, disse Bangura no final da sua visita de 10 dias ao país.

È preciso assinalar que a informação foi traduzida à idioma português e divulgada pela ONU Brasil.

No acordo, que foi assinado por Bangura e pelo Primeiro-Ministro Augustin Matata Ponyo Mapon, no sábado (30), a RDC também se comprometeu a trabalhar com parceiros — incluindo entidades estatais, doadores e organizações não governamentais (ONGs) — para prevenir a violência sexual cometida por homens armados, que é intensa especialmente no leste do país.

Como uma mulher africana de um país em pós-conflito — Serra Leoa — eu reconheço os muitos desafios que a RDC enfrenta neste momento”, disse Bangura. “A violência sexual relacionada ao conflito está entre os mais urgentes e exige a liderança, propriedade e responsabilidade do Governo deste país. Estou, portanto, satisfeita com a disponibilidade do Governo da RDC de enfrentar esse problema.”

Durante sua visita, a representante da ONU também se reuniu com o Presidente Joseph Kabila e outros funcionários de alto escalão. Bangura realizou ainda reuniões com autoridades legislativas, membros do parlamento, sobreviventes da violência sexual e grupos de mulheres, além de organizar discussões com lideranças e soldados das forças armadas e com a polícia nacional.