B5 Foto ONU Brasil -    -Rio de Janeiro, Brasil.- O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou nesta terça-feira (2) que a atual crise na península coreana “já foi longe demais”, na sequência de um anúncio feito pela Coreia do Norte sobre a reativação de seu reator nuclear de Yongbyon.

Estou profundamente perturbado. Como Secretário-Geral, é meu dever impedir a guerra e buscar a paz. Também é minha responsabilidade afirmar que a crise atual já foi longe demais”, disse Ban em entrevista coletiva durante sua visita a Andorra, na Europa.

As ameaças nucleares não são um jogo. A retórica agressiva e a postura militar resultam apenas em contra-ações, e fomentam o medo e a instabilidade.”É necessário dizer que a informação foi divulgada pela ONU Brasil, no dia 2 de abril

Ban Ki-moon apelou para o diálogo e para as negociações, destacando que esta é “a única maneira de resolver a crise”. Ele manifestou a sua disponibilidade de apoiar todas as partes envolvidas durante a crise.

Em fevereiro, a Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear, um movimento que violou sanções do Conselho de Segurança da ONU e levou a uma ampla condenação da comunidade internacional, inclusive de Ban Ki-moon.

O teste levou o Conselho de Segurança a ampliar as sanções aos sistemas comercial e bancário do país, bem como a viagens de determinados oficiais norte-coreanos. À época, a Coreia do Norte teria declarado que cancelou o Acordo de Armistício de 1953, que havia encerrado a Guerra da Coreia.

As coisas têm que começar a se acalmar, pois esta situação, agravada pela falta de comunicação, poderia levar a um caminho que ninguém quer seguir”, disse ele.

Não há necessidade de a Coreia do Norte estar em rota de colisão com a comunidade internacional. Estou convencido de que ninguém tem a intenção de atacar a Coreia do Norte por causa de divergências sobre seu sistema político ou sua política externa. No entanto, temo que outros irão responder com firmeza a qualquer provocação militar direta.”