Armas recolhidas em um programa de desarmamento. Foto: ONU/S. Waak

Armas recolhidas em um programa de desarmamento. Foto: ONU/S. Waak

Rio de Janeiro, Brasil.- O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou na quinta-feira (14) seu apoio a um abrangente tratado sobre o comércio de armas, às vésperas da conferência das Nações Unidas sobre o tema. O evento que reunirá representantes dos 193 Estados-Membros a partir de 18 de março em Nova York, Estados Unidos, é visto como a iniciativa mais importante já realizada no âmbito da ONU para a regulação de armas convencionais.

Estou confiante de que os Estados-Membros vão superar suas diferenças e reunir a vontade política necessária para chegar a um acordo sobre este tratado histórico”, disse o Secretário-Geral em um comunicado. ”É nossa responsabilidade coletiva colocar um fim à regulamentação inadequada do comércio global de armas convencionais – desde armas pequenas até blindados antiaéreos.”

Reitero o meu apoio a um Tratado de Comércio de Armas que regule as transferências internacionais de armas e munições e preveja normas comuns para os Estados exportadores. Esses padrões são importantes para avaliar os riscos de armas transferidas não serem usadas para abastecer conflitos, armar criminosos ou incentivar violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos”, acrescentou Ban.

A Conferência das Nações Unidas sobre o Tratado do Comércio de Armas dá continuidade às negociações de julho de 2012 que terminaram sem acordo. Na época, desapontado, Ban descreveu a falta de um documento de consenso como um “retrocesso”.

No fim de 2010, cerca de 27,5 milhões de pessoas foram deslocadas internamente como resultado de conflitos, enquanto outros milhões buscaram refúgio no exterior. Em muitos casos, a violência armada, que os expulsaram de suas casas foi impulsionada pela grande disponibilidade e o uso indevido de armas.

Cabe dizer que, a informação traduzida à idioma português e divulgada pela ONU Brasil, no dia 15 de março.