B5 Foto ONU Brasil     -Rio de Janeiro, Brasil.- A ONU está trabalhando intensamente para ajudar o Japão a lidar com as consequências do acidente da central nuclear de março de 2011 em Fukushima, Japão, disse nesta segunda-feira (4) o Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano. A afirmação foi feita no primeiro encontro em 2013 do Conselho de Governantes da AIEA, realizado em Viena.

È preciso dizer que a informação foi traduzida e divulgada no dia 6 de março pelo escritori da ONU no Brasil.

Durante uma conferência em dezembro, a AIEA assinou um acordo com o governador da Província de Fukushima para o trabalho em conjunto em projetos de monitoramento de radiação, remediação, saúde humana e preparação e resposta a emergências.

Tem sido um desafio de dois anos, especialmente para o povo e o Governo do Japão, mas também para a AIEA. No entanto, os piores elementos do acidente estão atrás de nós e agora estamos na fase pós-acidente”, acrescentou Amano.

Na próxima segunda-feira (11) completa-se dois anos do acidente na usina nuclear de Fukushima Daiichi. A usina foi danificada pelo terremoto e tsunami que atingiram o Japão. O incidente foi relatado como o pior acidente nuclear desde o desastre de Chernobyl, em 1986.

Durante o encontro, Amano também demonstrou preocupação com as atividades nucleares no Irã, das quais a AIEA não pode concluir se são destinadas a fins pacíficos. O Diretor-Geral da Agência também expressou pesar sobre o anúncio de que a Coreia do Norte teria realizado, no dia 12 de fevereiro último, um terceiro teste de arma nuclear, apesar dos apelos da comunidade internacional para não fazê-lo.

Resposta humanitária em questão

Em Oslo, capital da Noruega, o Diretor do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em Genebra, Suíça, Rashid Khalikov, demonstrou sua preocupação com as consequências humanitárias de ataques e explosões nucleares.

As consequências humanitárias de um ataque nuclear ou uma explosão nuclear acidental são potencialmente devastadoras e catastróficas”, disse Khalikov. “Nós precisamos considerar coletivamente a extensão até a qual podemos – como um sistema humanitário – responder eficazmente a uma possível crise como essa”.

A afirmação foi feita durante a Conferência Internacional sobre o Impacto Humanitário das Armas Nucleares, evento de dois dias que começou nesta segunda-feira (4).