Banco fecha compromisso com BCtA e emprega ferramentas inovadoras com o uso intensivo de tecnologia e foco no relacionamento para atender clientes e não clientes do BCtA em Nova York e São Paulo

 

 Foto ONU Brasil | Foto Itaú  Foto Itaú

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São Paulo | Nova York.- Aproximadamente cem mil empreendedores brasileiros terão acesso a R$ 330 milhões em empréstimos após compromisso firmado entre o Itaú Unibanco e o Business Call do Action (BCtA), uma plataforma global de negócios inclusivos apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A plataforma visa fomentar iniciativas privadas para o combate a pobreza. 

È preciso dizer que a informação foi divulgada pelo PNUD no dia 5 de março.

O Itaú Unibanco, um dos maiores bancos do mundo em valor de mercado, vai expandir o acesso ao microcrédito para empreendedores urbanos. Enquanto 85% da população vive em cidades, cerca de 40% dos brasileiros não tem acesso ao sistema financeiro formal. 

Segundo nota oficial, parte do comprometimento do Itaú com o BCtA está relacionado ao desenvolvimento de uma ferramenta de avaliação que permita medir o impacto do microcrédito na vida do cliente, seja por um aumento de renda, conhecimento financeiro ou contratação de produtos complementares, como conta corrente e poupança. “É fundamental ter uma ferramenta efetiva de medição de impacto para determinar o sucesso de uma operação de microcrédito”, diz Sahba Sobhani, Gestor do BCtA.

 

Foto ITAÚ

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Estima-se que exista, no Brasil, um total de 10,3 milhões de empreendimentos informais. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a economia informal representa 17% do PIB brasileiro, com milhões de pessoas sem acesso a produtos e serviços adequados que trariam mais capacidade de reação e segurança para encarar crises financeiras pessoais e de mercado.

Tecnologia móvel

O Itaú está comprometido em aprimorar o uso de tecnologias inovadoras para atingir micro e pequenos negócios que não têm informação, renda, histórico ou garantia para acessar linhas tradicionais de crédito. A operação de microcrédito do banco adota um modelo branchless (sem agências), no qual os agentes de microcrédito trabalham dentro das comunidades atendidas.

Durante as visitas, os agentes de crédito aproveitam para oferecer orientações sobre administração, uso consciente do dinheiro e desenvolvimento do negócio. Eles também são treinados para atender clientes analfabetos e com deficiência visual.

O trabalho do Itaú com microfinanças reforça nossa visão de sustentabilidade e o desejo de ajudar a construir um sistema financeiro mais justo”, afirma Eduardo Ferreira, superintendente do Itaú Microcrédito. “Quando aplicado corretamente, o microcrédito é uma ferramenta importante de inclusão social e econômica. A expansão desse modelo é parte do nosso compromisso com o BCtA e com o desenvolvimento do Brasil”.

Seguindo as linhas do banco, o modelo adotado pelo Itaú Microcrédito evita o uso de papel, reduzindo impressões, cópias e emissões decorrentes do transporte de documentos e deslocamento de pessoas. A operação também implantou uma metodologia híbrida de análise de crédito e uma ferramenta de localização de clientes para otimizar a atuação do agente.

O governo brasileiro determina que bancos apliquem 2% do saldo de depósitos à vista em microcrédito. Enquanto alguns bancos retêm esses recursos no Banco Central, o Itaú Microcrédito pretende investir a totalidade dos recursos em operações de microcrédito.