High Commissioner for Human Rights Navi Pillay (left) and President of the Human Rights Council Remigiusz A. Henczel at the High-Level Segment of the Council. UN Photo/Violaine Martin

High Commissioner for Human Rights Navi Pillay (left) and President of the Human Rights Council Remigiusz A. Henczel at the High-Level Segment of the Council. UN Photo/Violaine Martin

Rio de Janeiro, Brasil.- A Chefe de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, apresentou na quinta-feira (28) o relatório anual do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. O documento destaca os principais desafios enfrentados em todo mundo.

“2012 foi um ano difícil para os direitos humanos”, comentou Pillay. “As crises em curso na Síria, no Mali, na região do Sahel, na Palestina e na República Democrática do Congo resultaram em milhares de mortes, deslocamentos em massa e graves violações, marcadas por um clima de impunidade.”

Pillay reforçou o papel dos trabalhadores do ACNUDH que investigam o cumprimento dos direitos humanos em diferentes partes do mundo, com destaque para a Síria e o Mali. Incursões nesses países foram capazes de revelar inúmeras graves violações dos direitos humanos ocorridas durante os conflitos em curso, que incluem o uso de violência sexual não só contra mulheres, uma das principais preocupações do ACNUDH.

A Alta Comissária lembrou a reação pública ao caso de violência sexual seguido de assassinato de uma jovem em Nova Déli, na Índia, e pediu que a mesma atenção seja voltada a outros casos de violência como esse que ocorrem no mundo inteiro.

“Os muitos desafios que enfrentamos, que vão desde o conflito armado à crise econômica, exigem uma resposta sólida da comunidade internacional”, declarou Pillay. “E os direitos humanos devem ser parte da resposta – refletida nas decisões de organismos intergovernamentais, e em todo o trabalho da Organização. Este é o objetivo principal das Nações Unidas.”

É necessário dizer que, a informação deste artigo foi traduzida e divulgada pelo escritório da ONU Brasil no dia 1 de março.