With the resumption of country bus services, some people have been returning home from cities like Bamako. Photo: UNHCR/H. Caux

With the resumption of country bus services, some people have been returning home from cities like Bamako. Photo: UNHCR/H. Caux

Rio de Janeiro, Brasil.- O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lembrou na sexta-feira (01) que os esforços para alcançar a reconciliação e combater a impunidade são fundamentais para evitar que o deslocamento no Mali, onde cerca de 430 mil pessoas foram obrigadas a sair de suas casas desde que os combates começaram há mais de um ano, dure ainda muito tempo.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU Brasil na sexta-feira 1 de março.-

Quase dois meses depois da intervenção francesa, o número de pessoas deslocadas internamente, bem como o de refugiados ainda é elevado e, em alguns casos, continua a aumentar à medida que muitas pessoas temem voltar para suas casas, mesmo com a melhora da situação de segurança.

Em alguma regiões de Mopti, Gao e Timbuktu, ainda há relatos de ataques e a presença de minas e explosivos não detonados. A ausência de serviços no norte também atrasa a volta dos que deixaram suas casas. Para os refugiados, de maioria tuareg ou árabe, o medo de represálias ou da permanência de extremistas radicais faz com que não queiram voltar a seu país de origem.

O ACNUR acredita que os esforços de reconciliação são urgentemente necessários, e devem acontecer em conjunto com políticas para combater a impunidade, e incentivar a convivência pacífica entre as comunidades, o que ajudará a estabilização e a segurança em longo prazo. Todos estes fatores evitarão que a crise de deslocamento do Mali se torne mais prolongada”, afirmou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards.